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Sánchez afirma que Ceuta e Melilla serão território espanhol "para sempre"
O primeiro-ministro de Espanha prestou esclarecimentos esta quinta-feira perante o Congresso dos Deputados cerca de um mês após o fluxo migratório repentino entre Marrocos e Ceuta, no final de julho.
Perante os deputados, Pedro Sánchez insistiu que “não há provas
concretas de que Marrocos tenha planeado ou orquestrado” o fluxo de
migrantes que acorreu ao enclave espanhol.
No entanto, condenou as declarações de dois ministros marroquinos que reclamavam direitos sobre os territórios espanhóis de Ceuta e Melilla, enclaves espanhóis no norte de África, acrescentando que o embaixador foi convocado em agosto.
Jornal da Tarde | 3 de setembro de 2026
"Ouvimos dois ministros fazerem declarações inaceitáveis sobre Ceuta e Melilla. Declarações que rejeitámos categoricamente e pelas quais, informo, convocámos o embaixador marroquino no dia 21 de agosto”, adiantou.
"Durante séculos, estas duas cidades foram espanholas. E asseguro-vos que, para o governo espanhol, assim permanecerá para sempre”, vincou Pedro Sánchez perante os deputados.
O presidente do Governo espanhol deixou um apelo para que o rei
Felipe VI visite Ceuta e Melilla “nas próximas semanas” para lhes
transmitir “o compromisso absoluto do Estado” para com estes
territórios.
A última visita de um monarca espanhol a estes dois territórios no Norte de África remonta a 2007, uma viagem que desencadeou na altura uma crise diplomática com Marrocos, que reivindica a soberania sobre os dois enclaves.
Sem deixar de apontar críticas, o primeiro-ministro espanhol descarta, desta forma, o envolvimento direto de Rabat na crise migratória em que cerca de 70 mil pessoas cruzaram a fronteira entre Ceuta e Marrocos em menos de 48 horas, provocando mais de 80 vítimas mortais.
A questão do possível papel de Marrocos nestes incidentes tem estado no centro do debate em Espanha no último mês. Na quarta-feira, um relatório policial divulgado na imprensa evidenciava a "permissividade" das autoridades marroquinas no momento deste súbito fluxo de migrantes.
Pedro Sánchez afirmou esta quinta-feira que nenhuma entidade ou organismo internacional "forneceu ao Governo espanhol provas concretas de que Marrocos tenha planeado ou orquestrado" o fluxo de migrantes que chegou a Ceuta há cerca de um mês.